Esse fantástico produto que pode fazer uma faxina completa em uma casa ou automóvel desapareceu do mercado desde o primeiro Plano Collor. Pouco depois reapareceu, em nova embalagem ‘profissional’ no Carrefour. Mas desapareceu também e minhas cunhadas ficaram chateadíssimas. Explico: apresentei o Blem para elas, que ficaram encantadas, já que todas tem mania de limpeza.
Fui à luta, liguei para a Ceras Johnson, que me informou que o produto havia migrado da linha ‘doméstica’ para a linha ‘profissional’ e por isso não era mais comercializado em lojas, e sim em distribuidores. Consegui o telefone de um, em Cascadura. Encomendei 12 latas, o mínimo possível, e fui buscar numa época em que estava rolando um daqueles projetos da prefeitura de quebrar tudo e fazer de novo, se possível pior. Depois de me perder em todas as ruas de Cascadura voltei triunfalmente para casa com minha caixa de 12 latas. As cunhadas? Foram passanfo lá e casa, pegando uma ou duas latinhas e saindo: – Quanto foi? Depois te pago! Estou esperando até hoje…
Já se foram 15 anos e nunca mais pude comprar o Blem. As duas latinhas que segurei para mim duraram muito – até passaram do prazo de validade, o que em nada prejudicou o produto. Só queria entender porque algumas empresas tem produtos absolutamente fantásticos e não se interessam na comercialização deles. A Ceras Johnson tem coisas muito famosas como Cera Granprix, Autan, Zip Loc, etc. Tudo cabe no meu conceito de produto ‘chapa branca’. Mas o lustra móveis que eles comercializam nos supermercados não chega aos pés do Blem. Por que fizeram isto? Querem dar uma força para o departamento institucional? A distribuidora de materiais de limpeza que uso para as compras do edifício trabalha com produtos deles mas não sabe o que é Blem. Fiz um pedido de cotação no site Shopping dos Condomínios e estou aguardando retorno.
Emquanto isso continuo minha busca. Morrendo de saudades do tempo em que, com um paninho e uma lata de Blem, deixava minha casa com cara de casa nova.
Produto: Multilustrador Blem
Fabricante: Ceras Johnson
Foi num forum de baristas que se xingavam e citavam marcas caríssimas que alguém perguntou se havia algum café que pudesse ser minimamente recomendado na faixa de preço dos cafés tradicionais. “Se você tiver oportunidade experimente o café Toko” – foi a única resposta para a pergunta.